
Esse texto escrevi logo que o Enzo nasceu. E eu achava que aquelas noites intermináveis não iam nunca acabar.
Cá estou a dormir a noite todinha. A única coisa que me incomoda agora é o ronco do marido. Mas isso fica para outra hora.
Cá estou a dormir a noite todinha. A única coisa que me incomoda agora é o ronco do marido. Mas isso fica para outra hora.
Vida de casado com filho - parte 1
Perdi o sono.
Sono: momento raro na vida de um casal em fase pós rescém-nascido. Bom sono: momento disputado a tapas no fim de semana de pais de primeira viagem.
Perder o sono numa noite em que o bebê ajeitou-se agradavelmente, sem choro, no berço, é insanidade. Provavelmente ele dormirá tranquilo 3 ou 4 horas até a próxima mamada. Os “papais” nem ousam abrir os olhos nesse período de sagrado descanso.
É como o sexo. Enquanto a mulher, nessa romântica fase, pensa em fazer amor, o homem exaspera-se por uma boa e rápida transa. Afinal, não há tempo para devaneios, preliminares, frases apaixonadas ao pé do ouvido. O bebê vai acordar. Transar é mais fast-food. Rápido com satisfação garantida.
Lembro-me das aulas de Marketing, em que o professor explicava a escala de Maslow. No primeiro nível estão as necessidades primárias do ser humano, como sono, alimento, sexo. No topo, a realização pessoal. Ao ter as primeiras necessidades satisfeitas, passa-se a parte superior da escala e assim sucessivamente.
Quando casamos, estamos no topo da escala, satisfazendo a necessidades nobres. Após ter filhos, despencamos da escala. Voltamos às necessidades básicas de um indivíduo.
Tudo isso para dizer que as coisas simplificam-se, ao mesmo tempo que tornam-se mais valorosas. O relacionamento do casal não se despedaça, mas se reconstrói, sob nova perspectiva. Estabelece novos padrões de prioridade, distribui melhor o tempo e ama de modo descomplicado.
O sono voltou. Deixa eu dar uma olhadinha no meu bebê...
Sono: momento raro na vida de um casal em fase pós rescém-nascido. Bom sono: momento disputado a tapas no fim de semana de pais de primeira viagem.
Perder o sono numa noite em que o bebê ajeitou-se agradavelmente, sem choro, no berço, é insanidade. Provavelmente ele dormirá tranquilo 3 ou 4 horas até a próxima mamada. Os “papais” nem ousam abrir os olhos nesse período de sagrado descanso.
É como o sexo. Enquanto a mulher, nessa romântica fase, pensa em fazer amor, o homem exaspera-se por uma boa e rápida transa. Afinal, não há tempo para devaneios, preliminares, frases apaixonadas ao pé do ouvido. O bebê vai acordar. Transar é mais fast-food. Rápido com satisfação garantida.
Lembro-me das aulas de Marketing, em que o professor explicava a escala de Maslow. No primeiro nível estão as necessidades primárias do ser humano, como sono, alimento, sexo. No topo, a realização pessoal. Ao ter as primeiras necessidades satisfeitas, passa-se a parte superior da escala e assim sucessivamente.
Quando casamos, estamos no topo da escala, satisfazendo a necessidades nobres. Após ter filhos, despencamos da escala. Voltamos às necessidades básicas de um indivíduo.
Tudo isso para dizer que as coisas simplificam-se, ao mesmo tempo que tornam-se mais valorosas. O relacionamento do casal não se despedaça, mas se reconstrói, sob nova perspectiva. Estabelece novos padrões de prioridade, distribui melhor o tempo e ama de modo descomplicado.
O sono voltou. Deixa eu dar uma olhadinha no meu bebê...
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