sábado, 28 de fevereiro de 2009

Coisas de casa

Vamos falar de casa, né?!
Eu e o Dá amamos decoração, design e coisas de casa.
Gostamos de transformar os espaços, e deixá-los personalizados. Nós temos bom gosto? Bem, um gosto apurado, digamos. Erramos muito até entendermos qual era o nosso estilo. Lemos e continuamos lendo tudo que é possível sobre o assunto.
Informacão e referências na hora de decorar é fundamental.
E, com poucos recursos é possível renovar sua casa, e torná-la mais aconchegante.
Uma parede pintada, adesivos, papel de parede, almofadas novas, velas, espelhos, plantas ou vasos com flores, um abajur novo, uma mesa de centro, uma poltrona transada, livros, uma cortina estampada, uma peça antiga ou de família, um tapete macio. Uma composição com alguns desses itens pode transformar um ambiente. Quer ver?
Essas imagens são do nosso primeiro apê, logo que casamos. Ai que saudade!!
Só para lembrar, essa era a nossa fase "cor", como dá para perceber. Hoje estamos na fase "cores neutras". Mostraremos em um próximo post.







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Para contagiar

Renovar e ampliar


Estamos em falta com nossa leitora assídua e senhora número 1, Adriana Folgosi.
Sendo assim, expandimos nossos assuntos para casa, casamento e filhos. Afinal, nosso universo é um pouco mais amplo do que nosso relacionamento conjugal. E às vezes fica meio enfadonho falar apenas sobre nós.
Daí a nossa idéia de compartilhar tudo que gostamos sobre casa, e sobre a nossa casa, em todos os âmbitos. Decoração, culinária, jardinagem e o que mais houver sobre o assunto.
Impossível deixar os filhotes de fora, afinal eles são conversa constante em nossa vida.
Nem sempre estamos de acordo, apesar de quase sempre. Mas a intenção é esta: duas perspectivas diferentes para os assuntos da nossa vida. E, se esses olhares se confrontam, muitas vezes também se complementam.
E... VIVA LA VIDA!

Fatos, bagaços e cansaço


Estamos cansados.
Temerosos e aflitos, nesses dias de novos projetos em nossas vidas.
Saudade, saudade. Da época em que éramos apenas namorados. Nossas maiores preocupações não despertavam um milésimo da ansiedade que nossas menores preocupações de hoje despertam.
Nossas ânsias concentravam-se apenas em nós mesmos: hoje somos quatro.
Nem lembramos que existimos tão exaustos estamos. Perplexos com as cenas, o desenrolar dos fatos.
A parte viva que de nós resta, entregamos aos pequenos. Eles merecem sempre o nosso melhor, não é? Pois que seja! Brincadeiras, abraços, afetos, carinhos, passeios, presentes, presença, leituras, danças frenéticas.
E para nós, no findar do dia, um abraço meigo, um "boa noite" exausto, o olhar disperso. E a compreensão de que tudo é passageiro, apenas o amor fica.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mentes perigosas

Há dias em que a conversa simplesmente não flui. Parece que entre o transmissor e o receptor da mensagem há um abismo de proporções, digamos, infinita.
A mente dos homens e das mulheres decodificam uma mensagem de forma diferente, eu sei. Já li milhões de coisas a respeito. Mas, na hora de uma discussão, sinceramente, isso não me importa. Quero apenas ser compreendida.

Ao que que diz respeito as mulheres, então, devo lembrar que algumas interferências hormonais afetam consideravelmente nossa percepção. E, cada um sabe dizer por si, se isso ocorre de forma positiva ou não.

Em meu caso, denotam em exageros em minhas conclusões:

- Mosi... ( sim, eu sei que esse é o apelido mais ridículo do mundo)
- Oi, Cusi?? ( ou melhor, o meu apelido é o mais ridículo do mundo)
- subindo.Você vem para a cama comigo? tão carente, preciso ficar abraçadinha. (Já deixei bem claro que eu quero apenas ficar abraçadinha!)
- Hum...já estou indo Cusi.

Eu subo, aguardo 5 minutos, 10 minutos e nada.
Mais uma tentativa:

- Mosi, vem... (com uma voz adocicada por mel)...
- Ai, linda... espera só um pouquinho porque eu quero ver essa notícia sobre o político chinês que dormiu no parlamento.

O quê??? A notícia sobre um político sei lá da onde é mais importante do que ficar comigo??? Ele prefere a TV à mim? Ah, não! Com certeza alguma coisa está errada. Ele está me desprezando. Será que eu fiz algo que não devia? Não, não... eu estava super carinhosa hoje. Ah... ele deve apenas estar cansado... ou, ou... ou está enjoado de mim... caiu na rotina. Ai, será que é isso? Não, acho que ele percebeu que quero apenas ficar abraçadinha, e como ele quer algo mais, resolveu se vingar.

Para encurtar a história, apaguei as luzes e dormi. Percebi quando ele entrou no quarto, mas fiquei em silêncio.
O dia amanheceu, e não pude resistir:
- Puxa, Dá. Eu estava com tanta saudade ontem, queria ficar com você, te namorar... E VOCÊ QUERIA VER O TAL DO CHINÊS? (nesse ponto a minha voz estava levemente alterada).
- Lá, a notícia era interessante, e é apenas isso. Eu assisti, subi para ficar com você, mas você já estava dormindo. Aí eu também dormi, !!

E tudo terminou com um apaixonado beijo. Simples assim.
Ele me ama, ele me ama, pensei.

Detesto admitir, mas a mente feminina é capaz de criar absurdos. Enxergar abutres ao invés de borboletas. Sentir perfume aonde há apenas cheiro. Ouvir insinuações até mesmo no silêncio.
Complexa assim. Levemente neurótica, mas totalmente descomplicada para receber amor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fly me to the moon

Pra começar a semana "no mundo da lua"...

Sempre juntos


Sempre juntos.
Na adversidade, nos dias nublados, nas tardes tristonhas.
Nas manhãs ensolaradas, nas noites estreladas.

Sempre juntos.
No preparo dos jantares especiais, no cuidado com as plantas, na pintura das paredes.
Nas madrugadas com crianças doentes, nos telefonemas com notícias ruins, nas preocupações corriqueiras.

Juntos.
Nas decisões difíceis, no entusiasmo exagerado, nas novidades felizes.
Nas aventuras da criação dos filhos, nas novas descobertas, nos passeios de domingo.
Nas conquistas, nas gargalhadas descontroladas, nas esquisitices mútuas.

Sempre.
Às vezes felizes, às vezes mal-humorados, outras vezes em meio a discussões tolas.
Mas sempre, sempre cúmplices e companheiros.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Touché!

Muitas surpresas nesta semana.
Umas muito boas, outras muito ruins.
Acho que é pra balancear... rsrs
Celebramos as boas e venceremos as ruins.
Sempre juntos na batalha.
Touché!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Bom tom

Para começar a semana.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Saudade

Esses dias de saudade dos que partiram são solitários e silenciosos.
As fotografias, impressões impregnadas de emoções, são boas amigas. Amigas caladas. Podemos fitá-las sem medo, sem nos preocupar com o exagero de nossas reações.
Você já se pegou revivendo um momento que já se foi? Já acordou segurando uma mão que não existe mais? Sentindo um cheiro antigo que o vento dispersou?
A morte nos ensina a reinventarmos a vida em nossa mente. A saborearmos as lembranças incansavelmente.
Eu aprendi com a morte que cada dia é uma nova oportunidade para se dizer "eu te amo".
Aprendi que perdoar é libertar-se e libertar.
Aprendi a apreciar as coisas simples, as boas intenções, os olhares acolhedores.
Aprendi a desfrutar as companhias, a valorizar os encontros, a olhar nos olhos nas despedidas.
Aprendi a não desperdiçar os momentos, eles são únicos, e podem ser os últimos.
A morte, que ironia, fez-me mais viva.
Apenas não aprendi, ainda hoje, a lidar com o rastro que insistentemente ela deixa: a saudade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Meu melhor amigo e eu


Tudo parecia perfeito. Meu melhor amigo era agora meu grande e novo amor.

Uma intensa amizade antecedeu nossa paixão. A distância de um mar nos separou durante determinada época, e a saudade era amenizada apenas através de cartas. Nessas cartas falávamos de uma vida futura juntos. Moraríamos numa casa, em cima de uma árvore na África, com o chão da cozinha xadrez. Eram pensamentos de jovens comprometidos apenas com a própria liberdade. Esses delírios eram constantes e deliciosos.

Outros momentos foram regados a Legião Urbana, ele no violão e eu na voz, miojo, vinho barato e risadas. Marisa Monte também nos fazia companhia quando nos deleitávamos com Häagen Dasz e sushi comprado no Carrefour.

Até então, éramos apenas amigos. Ao mesmo tempo que tínhamos uma intimidade gigantesca, mantínhamos os limites que tornavam nossa amizade pura e desprovida de intenções sexuais.
Confidenciava a ele todas minhas aventuras amorosas, minhas paixonites, meus flertes. Ele era um bom ouvido. E eu o aconselhava como irmã mais velha sobre seus namoricos.

Após seu retorno, nossa amizade aflorou. Os sentimentos tomaram uma nova proporção. Sempre que podíamos, estávamos juntos. Não desgrudávamos, como duas criancinhas que não querem parar de brincar.

Essa época, eu fazia o último ano da faculdade em São Paulo. Uma noite fria, recebi um telefonema que deixou-me desnorteada: meu melhor amigo disse que estava apaixonado. Senti meu estômago gelar, meu corpo tremer e meu coração palpitar. Faltaram palavras. Aquele campo era minado, e eu não estava a fim de arriscar nem um arranhão em nossa amizade. A verdade é que não lembro-me ao certo o que falei, mas sei que a resposta custou-me um ano de seu silêncio.

Os amigos em comum nos levavam sempre a um encontro inesperado. E dolorido. Fitar aqueles olhos sem perceber nenhum carinho era desolador. Ele me repudiava com seu olhar frio, cheio de mágoa e dor. Em meu coração havia vazio. E o peso da rejeição.

Um desses encontros ocorreu na igreja que costumávamos frequentar. Estávamos sentados a uma certa distância, mas era possível um ver ao outro com uma discreta virada de corpo. E o assunto daquela noite não poderia ser mais apropriado. O orador falava sobre o perdão e a reconciliação.

Nesse momento minha face ferveu. Senti as lágrimas escorrerem desenfreadamente. Meu corpo moveu-se em sua direção. Ele também chorava e caminhava ao meu encontro. Nos abraçamos. Naquele instante pude perceber que não abraçava a um amigo. Abraçava ao homem que amava.

ESSA HISTÓRIA CONTINUA...


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Homenagem


Avião sem asa.
Fogueira sem brasa.
Sou eu assim sem você.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mais um ano!

Hoje completamos 7 anos de casamento!
Não sei porquê, reza a lenda que se um casal conseguir passar dos sete anos de casamento eles provavelmente não terão mais problemas, ou não se separarão mais... Ha!
Essas lendas vêm para darmos um pouquinho de risada e nos divertir, não é verdade?
Conheço inúmeros casais que se separaram depois de 10, 20, 30, 40 e, pasmem, 50 anos de vida conjugal. Não há numerologia no mundo que possa imunizar um relacionamento.
Espero que a cada ano que passe eu e minha princesa possamos nos compreender e nos respeitarmos ainda mais. E claro, como não poderia deixar de ser, que o amor cresça e transborde em nossos corações a cada dia.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sonhando...

Encontrei este vídeo no ParaFrancisco e não pude resistir. Quis compartilhar.

Sete

Primeiro ano: mudanças radicais no nosso dia-a-dia. Problemas novos em um país novo. Fase da adaptação. Primeiras briguinhas por coisas insignificantes. Descobertas e desafios. Dias de neve com café no Starbucks.

Segundo ano: volta ao ninho e a tranquilidade no ambiente conhecido. Recomeços. Noites quentes e jantares com os amigos. Vida nova dentro da Lá. O coração do Enzo bate.

Terceiro ano: A família cresceu. Coisas de bebê. A magia do primeiro filho. Momento de maturidade e responsabilidade. Aventuras culinárias ao som de Diana Krall.

Quarto ano: Enzo conhece Chicago e seus encantos. A magia se repete. Aimê entra em nossas vidas poucos dias antes do Natal. Trabalho em dobro. Prazer também em dobro.

Quinto ano: Casa nova, emprego novo. Nosso primeiro jardim. Fraldas, mamadeiras, noites mal dormidas. Novos rumos. Pouco tempo para namorar e uma pseudo-crise no casamento. Reconciliação.

Sexto ano: Outra casa nova. Nosso segundo jardim. Plano de imigrar. Iniciamos a fase da "quartas-feiras na vovó" e ganhamos uma noite apenas para nós. Reencontro e descoberta: há vida após a vinda dos filhos. Momentos gostosos. Reinventamos nossa vida e ela ficou mais colorida.

Sétimo ano: começa amanhã!